As Duplas de Deusas / The Goddess Dyads

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Os vídeos que criei no projeto “The Goddess” foram baseados no livro de Jean Shinoda Bolen “As Deusas e a Mulher”, porém em maio de 2020 (após a gravação dos vídeos), fui apresentada ao livro de Jennifer e Roger Woolger “A Deusa Interior”. A visão dos Woolgers propõe uma nova divisão para as deusas. Além do fato de que eles consideram apenas seis arquétipos (Atena, Ártemis, Perséfone, Hera, Deméter e Afrodite) e não sete como Bolen (Hestia é o sétimo arquétipo de Bolen). Neste post falarei um pouco sobre a divisão proposta pelos Woolgers.

Se você quiser ver os vídeos que eu gravei sobre os arquétipos femininos, clique aqui.

Leia também sobre o mito e arquétipo de Deméter, Afrodite, Ártemis, Atena, Perséfone, Hera e Hestia.

Ou sobre o processo criativo dos meus vídeos de Ártemis, Atena, Hera, Hestia, Perséfone, Deméter e Afrodite.

Eu também escrevi um post sobre a divisão dos arquétipos segundo Jean Shinoda Bolen, leia aqui.

ÁRTEMIS E ATENA:
DUPLA DA INDEPENDÊNCIA

De um lado Ártemis, deusa da caça e do selvagem, e do outro Atena, deusa da civilização. Assim essa dupla começa com um contraste muito forte. Mas mesmo assim elas dividem duas qualidades muito importantes: ambas carregam armas no estilo guerreiro e nenhuma delas possui uma dependência ao masculino. Elas representam a dupla da independência, pois estão mais inclinadas a viverem a vida e trabalharem sozinhas, do que com um parceiro.

No mundo antigo elas eram chamadas de deusas virgens (assim como a escritora Jean Shinoda as classifica), o que simplesmente queria dizer que não eram casadas, pois virgem nada tinha a ver com sexualidade.

Seus mundos diferentes refletem também nas diferentes personalidades. Atena é mais extrovertida e ligada ao mundo do trabalho e da correria da vida nas cidades. Já Ártemis é mais introvertida, preferindo trabalhar sozinha, longe da multidão e no seu mundo mais individual.

Porém, essa dupla pode se manifestar em uma mesma pessoa, que em diferentes momentos da vida pode escolher se mudar da cidade para o campo ou vice-versa, pendulando de um arquétipo ao outro. E caso apenas um polo dessa dupla esteja mais desenvolvido em uma pessoa, ela pode achar relativamente fácil de desenvolver o outro.

DEMÉTER E AFRODITE:
DUPLA DO AMOR

Deméter e Afrodite são ambas preocupadas com o amor, porém de formas diferentes, e por isso formam a dupla do amor. Podemos ver o sútil contraste entre elas em como expressam o amor e em como elas experienciam seus corpos.

Deméter reserva seu amor aos filhos e serve generosamente a todos os que ama de forma completa tanto fisicamente como espiritualmente. Já Afrodite nutre espiritualmente e fisicamente, mas não por conter ou cuidar daqueles que ela ama, o que ela oferece ao amante é sua maturidade plena e alteridade. Ela ama o adulto e não a criança.

Deméter ter uma personalidade mais introvertida (apesar de representar uma força muito grande na comunidade em que vive, podendo ter uma energia mais extrovertida), carregando os que ama sempre em seu coração, enquanto Afrodite é mais extrovertida e se sente totalmente preenchida apenas com a presença física de seu amante.

Para Deméter o corpo é um vaso sagrado e para Afrodite é um objeto de amor sagrado, uma coisa bela. Como elas experienciam seus corpos de formas diferentes, é muito difícil para mulheres Afrodite de apreciarem seus corpos na gravidez assim como para mulheres Deméter apreciarem seu corpo esteticamente. Mesmo assim, elas podem aprender e compartilhar uma com a outra em seus diferentes estilos de amar e diferentes relações com o corpo.

HERA E PERSÉFONE:
DUPLA DO PODER

Essa dupla talvez seja menos óbvia em seu contraste. A maior diferença de Hera e Perséfone é como elas se relacionam com o mundo interno e externo.

Hera é extrovertida e escolhe se ocupar apenas com o mundo exterior, enquanto Perséfone é introvertida e rejeita o mundo exterior por seu reino psíquico interior dos espíritos. Porém, como as duas são rainhas dos seus mundos: Hera como rainha dos céus e Perséfone rainha do submundo, elas juntas formam a dupla do poder.

Como as visões de mundo são tão diferentes e a formação dos egos é tão oposta – Hera possui um ego extremamente forte e Perséfone carece de um ego ao ponto de se perder no mundo dos espíritos – é difícil para elas apreciarem e entenderem uma a outra. Mesmo assim elas têm muito a aprender uma com a outra se elas se desprenderem dos preconceitos individuais.

Referências:

"As Deusas e a Mulher" de Jean Shinoda Bolen.
"A Deusa Interior" Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger.
https://carlalindolfo.wordpress.com/2010/02/27/os-arquetipos-das-deusas-e-o-feminino/
https://ipth.com.br/arquetipos-do-sagrado-feminino/
http://www.aartedeamadurecer.com.br/o-feminino-e-seus-arquetipos/

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